
Poucos escritores de canções em Portugal conhecem e respeitam a língua portuguesa como JP Simões. Para mal dos nossos pecados, não escreve na língua da “Ópera do Falhado”, do Quinteto Tati, de “1970”, de “Boato” e de “Roma” desde 2013; nem sequer canta o seu repertório em português desde que se reinventou enquanto Bloom, em 2016. Mas isso vai acabar. Dia 28 de novembro, dez anos depois de ter parado de cantar as suas músicas em português, e vinte anos após a edição do primeiro álbum em nome próprio, “1970”, o coimbrão vai voltar a debruçar-se sobre as canções do seu disco de 2006, na Casa Capitão. Essas e as dos posteriores “Boato” e “Roma”, mais umas quantas do Quinteto Tati e da sua “Ópera do Falhado”. Talvez até de “Onde Mora o Mundo” (2010), gravado com o guitarrista de jazz Afonso Pais para a histórica Orfeu, em 2011. Em palco, JP Simões estará acompanhado por Nuno Ferreira, que fez também os arranjos, na guitarra e direção musical, mais o baterista João Pereira, Pedro Pinto no contrabaixo, Luís Cunha no trompete e flauta. **Não há lugares sentados, nem marcados, nos concertos da Casa Capitão. Para garantir uma boa posição face ao palco, convém chegar cedo. E pronto para passar uma ou duas horas em pé.**